30 de mar de 2011

Adoção: por que que é tão difícil?



Sonia e Wilson começaram o processo para conseguir adotar uma criança em 27/03/2009. Foram convidados a participar da ONG Projeto Acolher para reuniões de casais na mesma situação deles. A 1a entrevista foi marcada para dezembro do mesmo ano. Eles foram sabatinados das 13 às 18h00, diante de uma psicóloga e assistente para avaliação das condições financeiras, emocionais e do motivo principal do desejo de adotar uma criança. Foram pedidas fotos detalhadas do apto. deles, da fachada, da área de lazer do prédio, se houvesse, de cada cômodo e a vida deles foi totalmente esmiuçada para se certificarem para quem o Estado estaria entregando uma criança para adoção. A próxima reunião aconteceu em junho de 2010, onde tiveram que responder as mesmas perguntas de antes e onde o foco foi saber se eles ainda estavam convictos da decisão de adotar uma criança. Em novembro, foram chamados novamente para frequentarem palestras de esclarecimentos quanto à dúvidas sôbre o sexo, a idade, a cor da pele, da possível criança escolhida. Em dezembro, disseram a eles que já haviam saído da fila de mais de 500 casais à espera de adoção e que eles já estariam cadastrados, mas que ainda não havia uma criança disponível. Foi explicado a eles que a maioria das pessoas prefere adotar crianças recém-nascidas e do sexo feminino e portanto, a dificuldade de encontrar uma criança nessas condições é maior.


Então, vem a pergunta que não quer calar: Por que este casal que está dando todos os passos de acôrdo com a lei e que já demonstrou a capacidade de criar uma criança num lar de muito amor tem que esperar tanto tempo, da mesma forma que a criança a eles destinada poderia já estar usufruindo do carinho de seus novos pais? Alguém aí sabe a resposta?

5 comentários:

DÉBORA ROVINA disse...

ATÉ HJ NÃO ENCONTREI UMA RESPOSTA Q FIZESSE SENTINDO PRA TAL PERGUNTA. POR EXPERIÊNCIA PRÓPRIA. PASSEI POR ISSO TB, SÓ Q COMIGO FOI UM POUCO DIFERENTE, CONHECI MINHA FILHA QUANDO ELA ESTAVA COM 9 ANOS, APADRINHEI E DAI NASCEU O DESEJO DE TÊ-LA COMIGO. SEI Q FORAM QUASE 3 ANOS PARA GANHAR A GUARDA PRÓVISÓRIA DELA, E MAIS 3 PARA DAR MEU SOBRENOME A ELA, AINDA NÃO TENHO EM MÃOS OS PAPÉIS. ESPERO PELA ASSINATURA DE UMA JUIZA. BEM, AGORA EM JUNHO ELA COMPLETA 15 ANOS, E É MINHA ALEGRIA. FOI COM MTO AMOR E MTA PACIÊNCIA, E LUTEI MTO POR ELA.

Mayara de Castro disse...

Débora, obrigada pelo seu depoimento. Vc mais do que ninguém pode avaliar a angústia desse casal. E vc saiu vitoriosa, tendo hoje ao seu lado sua filha tão querida. Parabéns!
Mas vou continuar aguardando uma resposta!

Marcia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcia disse...

Boa pergunta! Tenho um filho do coração que chegou aos 5 meses, hoje com 11 anos. Há mais de 5 anos passamos novamente por todo processo para sermos pais novamente. Gostariamos de 1 menina de 0 a 3 anos , doenças tratáveis, sem opção de cor. Resultado após todos esse anos de espera fui comunicada que nosso cadastro venceu e que teria que passar novamente por toda avaliação, mas que pra este perfil de criança não seremos chamados. Que não há fila e sim prioridade e que não somos prioridade pq já temos um filho. Então faço outra pergunta: " Por que não fui informada disso qdo iniciei esse 2ª processo? Por que deixar que passasse 5 anos aguardando diariamente um telefonema. E pq crianças passam anos esperando diariamente que encontrem um lar de amor para recebê-las. Por que crescem em abrigos vendo suas possibilidades de família diminuírem a cada dia?" São muitas perguntas , provavelmente sem respostas. ( obs: desculpe o desabafo)

Anônimo disse...

Também entrei com o processo de adoção no final de 2011 e até hoje não recebi nenhum telefonema.
Durmo e acordo pensando nisso. Ao visitar abrigos vejo diversas crianças com as características compatíveis as que preenchi no formulário. Não consigo acreditar que uma delas não poderia estar vivendo em meu lar ao invés de um abrigo.
É muito angustiante a espera.